Ricardo Henriques. Portugal. 1977. Copywriter

IMAGENS
 

Para mim um diário gráfico é um relato em directo para o meu passado, um exercício de estilo, verdades e mentiras, um baú para folhear, mas também para planear.

O diário surgiu quando estive um ano fora a viver e viajar (maioritariamente) pela República Checa e Alemanha. Aí quis registar as minhas impressões sobre o que vivia, quem conhecia e o que me seduzia e inspirava.

Desde então que faço este trabalho de composição, tanto no sentido de compositor de tipografia, como no da composição escolar.

De cola, canetas e canivete em punho, tudo vai para os meus diários, desde cartazes a revistas, bilhetes de museus e de comboio e mapas. Desenho essencialmente pessoas ou inspiro-me em desenhos já feitos. Muitas vezes entretenho-me a desenhar a minha letra.

A utilidade principal é a de auxiliar de memória. Não me esforço muito a decorar alguns eventos porque sei que está quase tudo lá registado. Curiosamente nunca relato relações amorosas, talvez por não saber quem vai ver ou ler as minhas impressões / confissões. Outra utilidade é registar ideias para um dia, daqui a muitos anos, pôr em prática.