Mário Linhares. Designer. Professor

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IMAGENS
 

A ideia de ter um diário gráfico tem tanto de apaixonante como de possível frustração. É claro que é entusiasmante querer fazer um registo gráfico e diário daquilo que nos prende o olhar, que queremos perpetuar de uma forma pessoal. A frustração pode ganhar contornos visíveis quando a página do diário passa sem que nenhum registo ali tenha sido feito. As razões podem ser várias, mas a pior será, certamente, não nos depararmos com nada que queiramos registar. E depois ainda há aquela questão algo mítica do “jeito para o desenho”. Mas qual jeito? Desenhar aprende-se e é, sobretudo, um exercício fortíssimo de observação. Quando desenhamos no diário gráfico devemos preocupar-nos em observar bem, com detalhe e registar isso mesmo. O resultado final não é mais do que o reflexo do processo de observação. E é esse processo o mais importante! O desenho em si é consequência...

Porque o desenho também se treina, aqui vão umas possíveis pistas:

- Usa materiais riscadores diferentes, novos, que não domines. Arrisca-te!
- Desafia-te a ti próprio. Desenha o indesenhável! Depois desenha o desenhável!
- Escreve nos desenhos: processos; legendas; títulos…
- Decide o tempo que vais dar a cada desenho.
- Mostra o diário gráfico e explica-o. Sobretudo os processos.
- Cria um ritmo próprio (hora-a-hora; dia-a-dia; dia-sim-dia-não; semana-a-semana; etc.).
- Experimenta não levantar a caneta do papel.
- Desenha com a outra mão (esquerda ou direita).
- Não penses, desenha!
- Inventa a tua dica.