Jorge Trindade. Portugal. 1978. Designer de Equipamento

IMAGENS
 
Um Diário Gráfico é a prova de que estive lá, com espaço no coração para desenhar. Sempre fui muito desleixado com os meus desenhos e sempre gostei de suportes ou formatos invulgares (em miúdo gostava de desenhar nos sofás de pele). O Diário Gráfico com formato razoável só aparece na faculdade por imposição de um dos professores mais marcantes que tive. Gosto muito de desenhar com esferográfica, especialmente com bic. Mas os marcadores servem, os lápis de cor ou os lápis de cera também. (Gosto de fazer) desenhos de designer. Cadeiras, móveis, vassouras e penicos. E pessoas, essas sim são coisas importantes para desenhar, mas temos que estar com elas, ao seu lado e sentir-lhes o peso, a densidade e o cheiro. Os móveis são mais fáceis.
(Servem para) revisitar os projectos que podiam ter sido, mas que aguardam calmamente uma segunda oportunidade. Mais do que as fotografias que captam instantes os desenhos captam estados de alma, são heróis do seu dia.