Vera Bettencourt. Portugal. 1978. Artista Plástica. Professora

IMAGENS
 

Nasci na ilha Graciosa, Açores, frequentei o curso de Matemática (ensino de) na Universidade dos Açores. No entanto, foi no curso que sempre ambicionei, Belas Artes, Pintura, que me licenciei, em 2006, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Desde então, resido e trabalho em Lisboa. Sou representada, como Artista Plástica, pela Galeria Pedro Serrenho - Arte Contemporânea. No meu currículo já constam algumas exposições colectivas e individuais; e estou integrada em várias colecções privadas e institucionais.

“Diário de Viagem”. Eu chamo-lhe Diário Gráfico, porque foi esta a primeira denominação que deram aos caderninhos com escrita e desenhos que, de facto, sempre me acompanharam. Obviamente que, depois de assim os classificarem, comecei a elabora-los com mais cuidado. Isto aconteceu no ano em que entrei na FBAUL.

Actualmente, a experiência leva-me a escolher, para Diário Gráfico, um caderno de formato A4; com folhas lisas e grossas, que suportem diversos materiais; e de capa dura, com argolas, para que possa desenhar sobre o próprio e arrancar, excepcionalmente, folhas menos estéticas. Ao ler Diários de Viagem, do Professor Eduardo, relembrei a importância de não arrancar folhas do diário, mesmo que não goste delas e, cada vez mais, tento não fazê-lo. No entanto, sou demasiado perfeccionista para suportar o meu diário feio...

Este, tal como os materiais necessários ao registo, acompanha-me sempre. Mesmo que não o utilize, sinto-me reconfortada por o ter comigo. Para além dele carregar imensa informação agradável de rever, posso ter um tempo morto ou uma ideia que não suportaria desperdiçar. No meu Diário Gráfico registo e colo todo o material que acaba por dar origem às minhas exposições, desde textos, a esboços que culminam em telas. Registo, ainda, informações importantes e guardo imagens que me atraem. Este também contém recordações escritas, coladas ou desenhadas, de dias agradáveis; e desenhos dos meus alunos mais pequenos (o que para eles é um mérito, para mim é uma honra e uma agradável fonte de inspiração).

Organizo o meu diário cronologicamente, mas, como gosto de o ver cheio de cor, às vezes volto atrás para preencher espaços vazios.

O meu diário é, assim, um diário de trabalho, de viagem, de companhia,...