Pedro Vilas-Boas Portugal. 1983. Estudante de Design de Comunicação

IMAGENS
 
Faço diários gráficos regularmente há cerca de três anos como resposta a uma necessidade de juntar desenhos descritivos que fazia na altura (que perdia com frequência) e criar um arquivo embora hoje em dia não seja essa a sua real função. A minha técnica assenta sobretudo no desenho a caneta preta e aguarela (por vezes uso tinta acrílica, guache e lápis de cor) e baseia-se no reaproveitamento de materiais e desenhos antigos, através de colagens. Os diários têm duas funções principais para mim, uma delas é o desenho documental onde são registados locais, pessoas, objectos, que de certa forma me fascinam. A outra vertente é mais introspectiva, é o reflexo do que penso na altura (por mais absurdo que seja), torna-se ambíguo, por vezes serve para afastar a nostalgia mas ao mesmo tempo de a trazer até mim, quando por exemplo vou buscar desenhos antigos, colo-os no bloco e dou-lhe uma interpretação diferente da que tinha sido a minha intenção original. Junto aos desenhos faço anotações, frequentemente de palavras soltas de alguém que conversa ao meu lado, de ideias repentinas, de músicas que passam na altura e por vezes, simplesmente transcrevo frases ou palavras de embalagens e de material que me rodeia, mesmo que noutros idiomas, numa tentativa de congelar o momento.